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MANUFATURA ENXUTA

Falando de 95% das empresas, podemos dizer que não existe uma corporação que opera com extrema eficácia. Existem perdas que são praticamente inevitáveis, mas cabe aos gestores de cada área intervir para que se reduza ao máximo as perdas minimizando os retrabalhos.

O monitoramento de processos, um dos pilares da quarta revolução industrial, é um dos caminhos para se coneseguir atingir esse objetivo.

Cada vez mais, empresas de tecnologia avançam para que haja o controle total sobre tudo que ocorre no chão de fábrica. É possivél ter hoje um monitorando com eficiência em tempo real de produção sendo possível remediar pequenos erros antes que eles representem perdas de maior volume para a indústria.

No entanto, mesmo que você ainda não tenha controle total com eficiência em todos os pontos, é possível começar a aplicar conceitos de manufatura enxuta em sua indústria. Listamos seis principais pontos que podem ser reduzidos ou mesmo eliminados usando as boas práticas da manufatura. São elas:

 

1 – Superprodução

Ter sua produção a todo vapor deixando produtos de certa maneira sempre disponíveis para seus clientes é algo muito bom. Afinal,  ter esse produto na prateleira é muito bom e melhor que perder uma negócio por falta de produtos.

Em épocas boas uma produção acima da média pode resultar no crescimento do negócio, visto que o lucro compensa o desperdício. Em contrapartida, um mês com poucas vendas significa matéria-prima, tempo e profissionais desperdiçados.
Quando acontecem uma super produção, é bem comum acontecer a “queima de estoque”. Embora ela seja atrativa para trazer novos clientes, não pode virar um hábito.

Os clientes que consomem os produtos com frequencia podem desenvolver o costume de esperar seus produtos baratearem ao invés de comprar as melhores e mais recentes opções.
Isso acaba abrindo maiores possibilidades para a insatisfação dos compradores e causa desengajamento. Ao comprar produtos desatualizados e desgastados pelo tempo, sua clientela pode ver sua indústria como produtora de materiais de qualidade duvidosa.

 

2- Transporte

A logística mal feita é a causa de perdas expressivas em muitas  corporações. Tendo isso como base, tanto para a gestão de insumos e transporte entre unidades da própria organização, quanto para entregas dos produtos aos clientes.

Se a estratégia de entrega adotada pela empresa não foi bem delineada,  quando feito um deslocamento se tem mais gastos com gasolina, manutenção, funcionários, etc. O ideal é ter controle minucioso sobre o planejamento de forma estratégica.

– Caminhões viajando com carga parcial (indo para o destino cheio e voltando vazio);

– Horários de grande tráfego de veículos, gerando atrasos e gasto de combustível;

– Falta de manutenção preventiva nos veículos, o que gera a necessidade de mais gastos com oficina, etc.

 

3 – Processos Internos

Há perdas nos processos que podem ser evitadas. Outras são só uma questão de calibração de instrumentos ou de uma mudança mais estratégia. O mais importante é verificar onde está a falha do processo e tentar corrigir o erro.

– Layout do Chão de Fábrica
O layout ruim de uma área de produção pode interferir no processo de fabricação.
Por exemplo, se no processo diz que os operarios tem que fazer um carregamento ou transportar alguma peça manualmente, pode haver atrazos e inconsistências na hora de coletar os tempos de produção. Esse é um problema que otimizando o layout do chão de fabrica, criando pontes rolantes e utilizando empilhadeiras poderia diminuir os impactos sobre os tempos de produção, importante quanto menos circulação do material melhor para a produção.

– Falta de manutenção de máquinas e equipamentos
Máquinas e equipamentos que tem sua manutenção preventiva são menos propensos a defeitos e aumentos em tempos de espera. Manutenção com uma certa frequencia também podem levar a um aumento dos custos de produção e equipamentos com defeiro podem peças defeituosas.
É essencial que os responsáveis pela produção e os operadores tenham certeza de que seus equipamentos estejam bem preservados, o ideia é ter um checklist de manutenção preventiva, antes mesmo de colocar o equipamento para funcionar, verificar se está tudo certo para começar a produção.

 

4 – Movimentação

É a perda de dinheiro e tempo com o deslocamento de colaboradores e equipamentos que não deveriam se deslocar, ou que se deslocam mais do que realmente deveriam. Existem pelo menos quatro tipos de forma de dispor as máquinas: linear, funcional, celular e posicional.

Optar pela melhor delas é evitar perda de tempo com movimentação. Pode parecer pouco pensar que um funcionário precise deslocar-se dez passos a mais, por exemplo. Porém, no acumulado das horas, cada segundo importa em uma linha de produção.

 

5 – Falta de Controle de Estoque

Provavelmente, ao longo de sua carreira, você já deve ter se visto algum tipo de problema no estoque, seja relacionado ao excesso de itens ou à sua falta. E, nesses casos, viu asconsequências chegarem rapidamente, com prejuízos, dificuldade logística e, até mesmo, perda de vendas. Essa é a realidade de muitos negócios que ainda não se atentaram que cuidar bem da gestão do estoque é cuidar do dinheiro, afinal, o estoque influencia diretamente os demais processos, como a produção, as compras e as vendas.

É importante ter em mente que os estoques são importantes para que as empresas consigam atender bem os seus clientes. Imagine perder energia buscando fornecedores com urgência ou atropelando o fluxo de produção para atender algum pedido? Se situações como essa acontecem, é sinal de que as coisas não andam bem. Certamente, a empresa teria muitos problemas de produtividade, organização e dificilmente conseguiria manter a qualidade do atendimento.

 

6 – Defeitos nas Peças

Não importa o porte ou o segmento da empresa, é fato que ter processos mais organizados traz mais eficiência e aumenta a lucratividade. No caso da indústria, a gestão de defeitos deve consistir não só em identificar e consertar aquilo que não está dando certo, mas principalmente em procurar as causas do problema e planejar ações para que ele deixe de acontecer. Confira abaixo algumas consequências da falta de processos bem mapeados:

Uma boa prática é criar metodologias para resolução de defeitos. As mais eficientes prevêem verificações etapa a etapa.

Com uma boa gestão de defeitos, os erros podem ser identificados assim que acontecem, evitando a maioria dos problemas citados acima.

A avaliação aprofundada de como isso deve ser feito depende da natureza de cada produto e deve ser implantada aos poucos. Muitas empresas, ao avaliarem seus processos, percebem a necessidade de aperfeiçoar alguns setores.

Métricas de desempenho na manufatura enxuta

Para tornar a manufatura enxuta ainda mais efetiva, recomendamos o uso de métricas de desempenho KPI’s. Elas servem para ter um panorama geral sobre a o que está sendo produzido, onde estão os gargalos de perdas e quais pontos precisam ser melhorados. As técnicas podem ser aplicadas para medir o desempenho tanto de máquinas quanto de  pessoas, mas sempre é necessário seguir uma metodologia criteriosa para execução e assertividade na extrassão dos dados.

A tecnologia existe para facilitar os processos, organizá-los e, principalmente, garantir a sua qualidade. Use ferramentas a seu favor. O (Fabril System ERP), software de gestão da Indústria Metalmecânica e Manufatura em Geral, pode ser um poderoso aliado, fazendo toda a conexão com as demais áreas de sua empresa, automatiza diversos processos, garantindo a sua eficácia, e conta com indicadores que podem ser acessados em tempo real, possibilitando maior controle de todas as movimentações rotinas no chão de fábrica.