Reunidos em Brasília (23/02), os presidentes das federações das indústrias dos Estados disseram ser inadequado levar à votação, em um ano eleitoral, a proposta de emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.
Depois da reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, os dirigentes regionais do setor passaram a visitar líderes de partidos políticos na Câmara dos Deputados para defender que é inoportuno colocar agora a proposta em votação. Um dos argumentos é que, num momento de recuperação depois de um período difícil, a redução da jornada poderia elevar custos e reduzir a competitividade das empresas. Outro risco seria o do aumento da informalidade.
- Estivemos com líderes de todos os partidos, e inclusive com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, colocando nossa posição contra uma votação, em ano eleitoral, de assunto de extrema importância - afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre.
Conforme o empresário, justamente agora que a indústria vem comemorando quase todos os meses que conseguiu voltar a gerar empregos, criar dificuldades maiores pode por em risco essa retomada depois da crise global. Um dos maiores obstáculos à imposição da jornada menor, ponderou Tigre, é a diversidade existente entre os setores. Enquanto os mais intensivos em capital, com maior automatização, já adotam jornada menor, a uniformização poderia prejudicar áreas intensivas em mão de obra, como têxtil e calçadista.
Na condição de presidente da Confederação Nacional do Comércio, José Paulo Cairoli reforçou a Temer o pedido para que a proposta não seja votada em ano eleitoral.
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